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Gás Carbônico

Para que possamos criar o ciclo perfeito a injeção de CO2 na quantidade ideal é essencial

  • Por: AQUABR
  • 06/07/2011
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Seres autotrófitos são seres que geram seu próprio alimento,  para realizar esse processo os mesmos necessitam de elementos básicos como H2O, minerais, luz e CO2.

O resultado desse processo é a glicose (utilizada como alimento das plantas) e O2 (oxigênio). Possuímos quase todos os elementos necessários para criar esse ciclo natural em nossos aquários como água da torneira, iluminação, minerais que podem ser encontrados em substratos férteis e na fertilização líquida e a baixa concentração de CO2 encontrada na atmosfera que não supre as necessidades das plantas aquáticas.

Para que possamos criar o ciclo perfeito a injeção de CO2 na quantidade ideal é essencial na maioria dos casos, quando CO2 é adicionado a água a mesma tende a ficar ácida, pois o gás adicionado com água gera H2CO2 (ácido carbônico).

Com essa reação podemos medir a quantidade de gás carbônico na água, o mesmo é medido em miligrama por litro (mg/L) ou parte por milhão (ppm), para que possamos medir o ppm devemos realizar dois teste e cruzar as informações.

Deve-se realizar o teste de KH na qual o mesmo não sofrerá alteração pela injeção de CO2 e será usado como base para sabermos qual a faixa ideal de se manter o pH, onde o pH é nosso segundo teste. Sabendo em que faixa manter o pH conseguimos definir o nível de CO2 no aquário para que as plantas realizem a fotossíntese. Para encontrarmos o nível ideal de CO2 vamos utilizar a tabela abaixo para cruzar os resultados.

Temos como exemplo os seguintes valores: em meus testes o KH foi de 5.0 e meu pH foi de 6.8
O resultado do KH deve ser procurado na primeira coluna da esquerda para direita, já o pH você encontrará na primeira coluna da horizontal, cruze as informações  para saber o nível de PH.


No caso do exemplo mostrado, o nível ideal seria de 25ppm, o que indicar um ótimo nível. Caso seu nível de ppm esteja elevado reduza a injeção de CO2 e realize o teste novamente dentro de 24 horas, caso contrário aumente a injeção de CO2 e realize o teste novamente em 24 horas até encontrar a faixa ideal do pH.

Para iniciar um aquário seguimos o parâmetro de 1 bolha por segundo para cada 100 litros, realizando o teste KH e pH após 24 horas, regulamos então o  nível correto de injeção de CO2.

Encontrando o nível de CO2, o mesmo deve ser injetado no fotoperíodo da planta, pois elas consomem CO2 e liberam O2 durante o dia e o inverso durante a noite, sendo assim, a injeção de CO2 24 horas por dia, causaria excesso de CO2 durante a noite, gerando oscilações no pH.

Você deve estar se perguntado, mas e em nossos rios onde ninguém desliga o CO2 durante a noite?
Nos rios o CO2 é obtido pela origem subterrânea e de forma uniforme, em um sistema aberto como rios não existe acúmulos.

Hoje contamos com várias maneiras de se introduzir CO2 em nosos aquários, desde sistemas de CO2 pressurizados que tem um alto custo inicial, porém facilita o controle de injeção do mesmo. Existe também o CO2 em pastilhas, essas pastilhas são adicionadas no aquário reagindo com a água e gerando CO2, baixo custo, porém dificultam muito o controle do mesmo. O CO2 biológico trata-se de uma solução caseira onde o mesmo é gerado por respiração de bactérias. Mantem um custo baixo,

porém a oscilação na injeção do gás gerado oscila também o pH.

Devemos lembrar que o gás deve ser dissolvido na água, para isso utilizamos o difusor, que funciona forçando a bolha a se dissolver em pequenas bolhas que irão subir até a superfície, esse sistema deve ser instalado o mais próximo do substrato possível e também deve-se manter onde as bolhas sejam movimentadas pela água de retorno do filtro, fazendo com que o CO2 se dissolva melhor em todo aquário.

Fonte: Livro Aquapaisagismo
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